sábado, 26 de agosto de 2017

Portugal & Religião - 'VIDA E MORTE DE UM CULTO POPULAR - A Santa da Ladeira', de Aurélio Lopes - Lisboa 2011 - Raro



Portugal & Religião - Trabalho de antropologia sobre a mística da Maria da Conceição, a Santa da Ladeira. Os estigmas, as perseguições, os fiéis.


'VIDA E MORTE DE UM CULTO POPULAR - A Santa da Ladeira'
De Aurélio Lopes
Edoção Apenas Livros
Lisboa 2011


Livro com 48 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Como novo.
De difícil localização.
Raro.


O autor estou o fenómeno e elaborou uma teses de doutoramento que editou, com as suas conclusões, sobre a 'Santa da Ladeira' e o respectivo culto nua zona muito restrita situada entre os concelhos de Torres Novas e Entroncamento, muito próximo de Fátima !


Sobre a matéria do livro:
Aurélio Lopes (n. 1954) começa por abordar o papel dos místicos e videntes na religiosidade cristã que se define deste modo: 'O Cristianismo é uma religião revelada, soteriológica, escatológica, apocalíptica e militante». Mas quando o vidente ("que vê o Mundo como uma perpétua luta entre o bem e o mal") começa a reclamar uma construção ("capela, igreja ou santuário") para morada terrena da entidade divina, surgem os problemas. Tal é o caso da 'Santa da Ladeira', Maria da Conceição (1930-2003) que foi 'Santa' para os apaniguados e 'bruxa' para os opositores.

O autor explica: 'Até 1968 o culto resumia-se à oração orientada pela Maria da Conceição e aos fenómenos extáticos e catalépticos interpretados por esta e por alguns acólitos. A partir daí, com a chegada dos padres estrangeiros, iniciam-se as celebrações litúrgicas em paralelo com a culturalidade frenética e emotiva da taumaturgia mística'. Nos anos 60, Maria da Conceição afirmou a Baptista-Bastos que teve 'púrpura' (leucemia) e foi curada mas o jornal 'Actualidades' de 10-06-1972 desmente: 'Isso não é verdade. Ela nunca teve essa doença como pode verificar-se no Hospital da Golegã onde esteve internada'. As autoridades judiciais encerraram o espaço da Ladeira do Pinheiro entre 20-08-1972 e 05-05-1974 mas tal situação, além de ter transmitido à seita uma natural euforia na reabertura, levou a que, no discurso da 'Santa', o nome de Heitor fosse substituído por Enoch, o profeta que foi levado para o Céu com Elias. As fragilidades culturais são compensadas pelas palavras vigorosas a interpelar os seus 'fiéis': "Há um ano que vos ando a pedir para salvarem o terreno da Ladeira. Todos têm amor a cinquenta contos e então o amor à alma? Que vale mais, a alma ou cinquenta contos?"

Aurélio Lopes define a figura em três linhas: 'Ela é insignificante, mas… Deus escolheu-a. Ela, às vezes, é brusca mas… as pessoas seguem-na. Ela 'não se considera santa'; são, depreende-se… os outros que a consideram!'. A mesma ironia do autor surge no texto sobre o maná: 'Se o 'maná' caiu no deserto para alimentar o 'povo escolhido', também há-de cair na Ladeira, para alimentar os escolhidos do povo'. A relação entre a Ladeira do Pinheiro e Fátima surge no livro: 'Num caso, três crianças de tenra idade, rústicas e analfabetas, num tempo em que o mundo se resumia, ainda, à aldeia. Noutro uma mulher madura, inculta mas carismática, num tempo em que o espaço social se tinha expandido e universalizado.' Por fim o insólito: o reconhecimento por uma Igreja, solicitado ao longo dos anos pela 'Santa' ("O Senhor Cardeal que venha estar comigo") acontece em 1977 quando D. João Gabriel, arcebispo ortodoxo, aprova as «aparições» mas a sua morte em 1997 vem alterar a situação. Os ortodoxos afastam em 2004 a sucessora designada pela 'Mãe Maria' ('Teresinha') e disciplinam do culto, no seguimento da sua recusa em aceitar a designação de 'Santa'. Para estes responsáveis, Maria da Conceição ("mulher do povo, rústica e praticamente analfabeta") sempre foi referida apenas como 'iluminada', 'profeta', 'vidente' ou 'mensageira de Deus'.


Fonte: http://gazetacaldas.com/opiniao/vida-e-morte-de-um-culto-popular-a-santa-da-ladeira-de-aurelio-lopes/


Do ÍNDICE:
MÍSTIOS E VIDENTES
- Os escolhidos
- O necessário sacrifício
- Os místicos
- Os estigmatizados

A SANTA DA LADEIRA
- Carisma e misticismo
- A nova Virgem Maria
- Quotidiano de prodígios
- Profecias e apocalípse
- O segundo Altar do mundo
- Matriz popular e tradicional
- Em directo e em exclusivo
- A ortodoxia do culto

NOTAS



Preço: 25,00€;

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Tomar - 'Nacionalização ou confisco a favor de empresa pública para negócios privados ? (O CASO DO GRUPO MENDES GODINHO'), de F. Salgado Zenha - Lisboa 1986 - MUITO RARO



Tomar - O processo de contencioso jurídico das Empresas Manuel Mendes Godinho & Filhos contra o Ministério da Justiça e o BESCL


'Nacionalização ou confisco a favor de empresa pública para negócios privados ? (O CASO DO GRUPO MENDES GODINHO')
De F. Salgado Zenha
Lisboa 1986


Livro com 78 páginas e em excelente estado de conservação.
De muito, muito difícil localização.
MUITO, MUITO RARO.


Do ÍNDICE:
I - Petição de recurso para o supremo Tribunal Administrativo e Anexo documental

II - Requerimento apresentado no Supremo Tribunal Administrativo por apenso ao anterior recurso pedindo a suapensão da execução do acto administrativo



Preço: 32,50€;

Tomar - 'O CASO MENDES GODINHO', de A. Ferrer Correia e Vasco Lobo Xavier - Lisboa 1987 - MUITO RARO



Tomar - A nacionalização da Casa Bancária 'MENDES GODINHO' que arrastou todo o grupo emperasial


'O CASO MENDES GODINHO'
De A. Ferrer Correia e
(Professor da Faculdade de Direito e Reitor Honorário da Universidade de Coimbra)
Vasco Lobo Xavier
(Professor da Faculdade de Direito)
Lisboa 1987


Livro com 24 páginas em excelente estado de conservação.
De muito difícil localização.
Muito Raro.


O caso da nacionalização da Casa Bancária Mendes Godinho, acabou por arrastar todo o grupo empresarial, que aquando desta intervenção do estado a 11 de Março de 1975, representava um importante papel na economia da região e até a nível nacional.

Durante quase trinta anos a família e accionistas lutaram nos tribunais contra a intervenção do estado em vão.

Este é um importante parecer jurídico sobre o caso. Hoje uma peça histórica de grande importância.


Do ÍNDICE:

I - Consulta
II - Parecer
III - Notas



Preço: 25,00€

América Latina - 'EL SALVADOR - O caminho dos guerrilheiros', de Carlos Gil - Lisboa 1983 - RARO



América Latina - Um repórter acompanha a guerrilha salvadorenha e capta em fotografia as suas actividades


'EL SALVADOR - O caminho dos guerrilheiros'
De Carlos Gil
Com prefácio de Cardoso Pires
Tricontinental Editora
Lisboa 1983


Livro com 170 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
RARO.


Da contra-capa:
"Um jornalista português, de coração desperto e inteligência atenta chega a San Salvador. Nas mãos leva um saco com quatro câmara fotográficas, um pequeno gravador e um bloco de papel. Não vai para conhecer turisticamente o pequeno país da América Central. Vai para conhecer, de facto, a realidade de guerra e dor que ali vive um povo há séculos reduzido à miséria da exploração pelos grandes terratenentes e pelo estrangeiro. A organização da Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional acolhe-o para que ele possa contar o que irá ver, para que ele transmita ao mundo a verdade.

A verdade da guerrilha salvadorenha que o povo apoia e que os Estados Unidos combatem. A verdade de uma guerrilha que luta para que sejam os salvadorenhos - e apenas eles - a gerir o seu país e a distribuir a riqueza e a justiça na sua terra.

Acompanhando várias incursões dos guerrilheiros, Carlos Gil relata e fixa em fotos, neste livro, não apenas as actividades de guerra mas também as experiências humanas com que contactou e que o fizeram crer que a guerrilha do povo salvadorenho é, não apenas justa, mas vitoriosa a curto espaço. Um livro emocionante, pessoal e vivido."



Do ÍNDICE:
Prefácio
Mapa de el Salvador

1.ª PARTE
- Introdução ao 'Pugarcito de América'
- Cronologia 1932 - 82
- Dados gerais
- Quadro da organização popular (FMLM-FDR)

2.ª PARTE
I. - Guerrilheiros a 12 quilómetros de El Salvador
II. - 'El purgacito rebelde'
III. - Num pequeno país superpovoado nasceu a guerrilha
IV. - 'Sem a mulher guerrilheira, tudo isto não teria sentido...'
V. - Uma mochila, uma bíblia e algumas balas
VI. - A guerra química já começou

3.ª PARTE
- A poesia é uma arma
- Um lutador da liberdade
- 'EL GUERRILERO', um jornal e um poeta
- Comandante Ramon Suarez
- Conversa com Salvador Samayoa
- Notas do meu bloco

ANEXOS
1. - Projecto de governo da FMLM
2. - A constituição da FMLM
3. - Declaração Franco-Mexicana
4. - Carta da FMLM a Ronald Reagan
5. - Exposição do coronel Majano ao Congresso dos EUA
6. - Mensagem do Papa ao Episcopado de El Salvador
7. - Proposta de diálogo da FMLM
8. - Resolução do Congresso da Internacional socialista
9. - Farabundo Marti

Bibliografia.



Preço: 25,00€;

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ultramar & Poesia - 'POETAS DE MOÇAMBIQUE' - AAVV - Lourenço Marques 1961 - MUITO RARO



Ultramar & Poesia - Poetas e poesias de autores moçambicanos na década de sessenta


'POETAS DE MOÇAMBIQUE'
AAVV
Edição (?)
Lourenço Marques 1961 (?)


Livro com 26 páginas e em muito bom estado de conservação.
De muito, muito difícil localização.
MUITO, MUITO RARO.


Uma obra de colectânea de poetas e poesias de Moçambique, sem indicação de editora, autor(es) e data de publicação.


Do ÍNDICE:
- RUI NOGAR
'Xicuembo'
- ORLANDO MENDES
'Moleque Mufana'
- JORGE VILLA
'Canção livre da Zambézia'
- GUILHERME DE MELO
'Balada'
'Poema'
- RUI KNOFFLI
'Mularo'
'Naturalidade'
- ORLANDO DE ALBUQUERQUE
'Romance do Negro que não voltou'
- JOSÉ CRAVEIRINHA
'Velha cantiga'
'Elegia à Avó Fanisse'
'Cantiga do negro do batelão'
'Natal'
'Paragem'
- RUI DE NORONHA
'Surge et Ambula'
- ILÍDIO ROCHA
'Poema'
- CARLOS MARIA'
'Paisagem'
'Balada triste'
- GOUVÊA LEMOS
'Canção de Angónia'
- NOÉMIA DE SOUSA
'Se me quiseres conhecer'
- VICTOR MATOS E SÁ
'História'
- JOSÉ CRAVEIRINHA
'Quero ser tambor'
'O amor, A Paz...'
- JORGE VILLA
'Entre o Macuti e Sofala'



Preço: 0,00€; (Indisponível)

Cabo Verde & Literatura - 'HORA DI BAI', de Manuel Ferreira - Lisboa 1972 - MUITO RARO



Cabo Verde & Literatura - A melhor e mais autêntica cultura e sentimento social caboverdiano pela escrita deste consagrado autor


'HORA DI BAI'
De Manuel Ferreira
Capa de Criner y Dintel
Plátano Editora
Lisboa 1972


Livro com 268 páginas e em muito bom estado de conservação.
De muito, muito difícil localização.
MUITO, MUITO RARO.


Da contra-capa:
"HORA DI BAI - A linguagem despojada servindo a narrativa pelo caminho mais curto: exploração inteligente dos valores evocativos e poéticos: aliciante e sábio aproveitamento da fácies dialectal característica de Cabo Verde: profunda humanidade no toque das figuras, mesmo daquelas capazes de suscitar o ódio: ausência de panfletarismo e intervenção do autor: fuga cautelosa ao libelo primário: equilíbrio e contenção."
Fernando Assis Pacheco


MANUEL FERREIRA:
Nasceu em Gândara dos Olivais – Leiria em 1917. Concluiu o curso de Farmácia e o curso de Ciências Sociais e Política Ultramarina, tendo frequentado ainda a Faculdade de Letras de Lisboa.
De 1941 a 1947 destacado como expedicionário em Cabo Verde, ali casa e lhe nasce o filho mais velho. Nestes seis anos convive com o grupo da revista Claridade e exerce decisiva influência no aparecimento do grupo Certeza.
Entretanto permanece seis anos na Índia e dois anos em Angola.
Colaboração dispersa pela Revista Vértice, Seara Nova, 'Cultura e Arte' d’'O Comércio do Porto', Página Literária do 'Diário de Lisboa, Revista de Portugal, 'Ocidente', 'Estudos Ultramarinos', 'Colóquio/Letras', 'Província de Angola', e outros.
Foram-lhe atribuídos os prémios Fernando Mendes Pinto para 'Morabeza', Ricardo Malheiros para 'Hora di Bai', Imprensa Cultural para 'A aventura crioula'.
Esta longa experiência ultramarina vai ser decisiva na sua carreira de escritor e explicar a predominância da motivação africana na sua actividade literário, traduzida não só na ficção como no ensino, na literatura infantil, e em artigos, colóquios, etc.

Fonte:
http://livroditera.blogspot.pt/2006/11/hora-di-bai.html


Preço: 0,00€;

Cabo Verde & Literatura - 'TERRA TRAZIDA', de Manuel Ferreira (1.ª Edição) - Lisboa 1972 - MUITO RARO



Cabo Verde & Literatura - A melhor e mais autêntica cultura e sentimento social caboverdiano pela escrita deste consagrado autor


'TERRA TRAZIDA' - 1.ª Edição
De Manuel Ferreira
Plátano Editora
Lisboa 1972


Livro com 224 páginas e em muito bom estado de conservação.
De muito, muito difícil localização.
MUITO, MUITO RARO.


Da contra-capa:
"Está de facto passada a fase patética e retórica das literaturas africanas: Calliban apropriou-se da língua de Prospero e tentou falar mais claro do que este. Como diz Janheinz Jahn, 'a actual geração (...) tem oportunidades de beber numa multidão de tradições', mas deve fazê-lo. como fez Manuel Ferreira, com o grande sopro criador dos verdadeiros eleitos."
Fernando Assis Pacheco


Do ÍNDICE:
- Puchinho
- Bélinha foi ao baile pela primeira vez
- Dia domingo em casa de amigos
- O cargueiro tornou ao Porto
- Antonieta
- Filipe, cabeça de peixe
- D. Ester, chá das cinco
- Amarito
- Uma flor entre os cardos
- Nhô Vicente, conte a história toda
- Os Mandongues de Pujinho Sema
- A visita de nha Joana
- Quando as chuvas não voltam mais
- Nha dos Ramos
- A raiva de nhô João



MANUEL FERREIRA:
Nasceu em Gândara dos Olivais – Leiria em 1917. Concluiu o curso de Farmácia e o curso de Ciências Sociais e Política Ultramarina, tendo frequentado ainda a Faculdade de Letras de Lisboa.
De 1941 a 1947 destacado como expedicionário em Cabo Verde, ali casa e lhe nasce o filho mais velho. Nestes seis anos convive com o grupo da revista Claridade e exerce decisiva influência no aparecimento do grupo Certeza.
Entretanto permanece seis anos na Índia e dois anos em Angola.
Colaboração dispersa pela Revista Vértice, Seara Nova, 'Cultura e Arte' d’'O Comércio do Porto', Página Literária do 'Diário de Lisboa, Revista de Portugal, 'Ocidente', 'Estudos Ultramarinos', 'Colóquio/Letras', 'Província de Angola', e outros.
Foram-lhe atribuídos os prémios Fernando Mendes Pinto para 'Morabeza', Ricardo Malheiros para 'Hora di Bai', Imprensa Cultural para 'A aventura crioula'.
Esta longa experiência ultramarina vai ser decisiva na sua carreira de escritor e explicar a predominância da motivação africana na sua actividade literário, traduzida não só na ficção como no ensino, na literatura infantil, e em artigos, colóquios, etc.

Fonte:
http://livroditera.blogspot.pt/2006/11/hora-di-bai.html


Preço: 0,00€;

Portugal & Poesia - 'UM CANTO DE VIDA E MORTE', de Vasco de Lima Couto - Lisboa 1981 - Raro



Portugal & Poesia - Edição póstuma dos grande poeta português


'UM CANTO DE VIDA E MORTE'
De Vasco de Lima Couto
Edic Editora
Lisboa 1981


Livro com 88 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
Raro.


Preço: 37,50€;

Guerra Colonial & Angola - Revista 'NS - Notícias Sábado', de 29 de Janeiro de 2011 ('PARA ANGOLA E EM FORÇA') - Muito Raro




Guerra Colonial & Angola - Um revista dedicada à análise dos 50 anos do início da guerra colonial naquela antiga colónia portuguesa


Revista 'NS - Notícias Sábado', de 29 de Janeiro de 2011.
('PARA ANGOLA E EM FORÇA')
"Há 50 anos, o ataque a uma prisão em Luanda deu início ao que veio a ser a Guerra Colonial.
História dos primeiros 86 dias."



Editada em Lisboa, como suplemento do jornal 'DIÁRIO DE NOTÍCIAS'.
Com 75 páginas, muito ilustrada e em muito bom estado de conservação.

De muito difícil localização.
Muito rara.


Temas em destaque:
- ANGOLA
A GUERRA COMEÇOU HÁ 50 ANOS
O drama de quem assistiu aos primeiros tiros.
"Esta sexta-feira, 4 de Fevereiro, cumprem-se cinquenta anos desde que começou a guerra em Angola. Grupos armados atacaram esquadras e prisões em Luanda, matando seis polícias e um cabo do exército português. Em meados de Março, no norte do território, centenas de fazendeiros foram massacrados - e então o medo tornou-se pânico. Lisboa tardou a reagir. as primeiras tropas da metrópole só desembarcaram em Luanda a 1 de Maio. Esta é a história desses 86 dias de incerteza."
Texto: Ricardo J. Rodrigues - Fotografia: arquivo DN

- Entrevista
ADRIANO MOREIRA
O Ministro do Ultramar em 1961 conta como tudo começou.
"Foi o Ministro do Ultramar que em 1961 apanhou o início da Guerra Colonial. Professor de Direito, teve rédea livre de Salazar para fazer as mudanças que considerasse necessárias na relação metrópole-colónias até que beliscou demasiados interesses. Em 1963, apresentou a demissão e regressou à vida académica. após o 25 de Abril, foi PreGlobalimagens

- Testemunhos
PESADELOS NO MATO
Ex-combatentes revelam segredos que continuam a atormentá-los.
"Durante 13 anos que durou a Guerra do Ultramar passaram por África oitocentos mil portugueses. Destes, estima-se que 150 mil sofram hoje de stress de guerra."
Texto: Ricardo J. Rodrigues - Ilustração: Luís Lázaro

- Censura
UMA TRAGÉDIA ABAFADA
RECEITA PARA COZINHAR UMA GUERRA EM LUME BRANDO
Como o regime escondeu a realidade aos portugueses.
"Entre 1961 e 1974 foram muitos os acontecimentos que tiveram a Guerra Colonial como motor de contestação. O regime tentou abafar os seus ecos mas não conseguiu travar o descontentamento que, conforme se adiava uma solução política para o Ultramar, fazia ouvir-se cada vez com mais força."
Texto: João Céu e Silva - Fotografia: Arquivo DN

- LIVROS - GUERRA COLONIAL
O COMBATE PELA INVESTIGAÇÃO
Romances, memórias e ensaios assinalam cinquentenário.
"O cinquentenário do início da Guerra Colonial está a ser evocado com produção literária de vários géneros. Há romances, relatos, investigações pouco volumosas e outras quase enciclopédicas. Cinquenta anos depois, é o momento de afugentar os fantasmas e sistematizar o que aconteceu e a sua compreensão."
Texto: João Céu e Silva - Fotografia: Rui Coutinho / Globalimagens



Preço: 30,00€;

Templários - 'OS TEMPLÁRIOS ESTÃO ENTRE NÓS', de Gérard de Sède - Lisboa 1970 - MUITO RARO



Templários - Os mistérios dos tesouros e riquezas acumuladas pelos cavaleiros ao longo da sua existência


'OS TEMPLÁRIOS ESTÃO ENTRE NÓS'
De Gérard de Sède
Editorial Estúdios cor
Lisboa 1970 (?)


Livro com 280 páginas, ilustrações e em muito bom estado de conservação.
De muito, muito difícil localização.
MUITO, MUITO RARO.


Da contra-capa:
"Partindo da aventura singular de um investigador solitário, Roger Lhomoy, guarda do castelo de Gisors, Gerard de Séde descreve-nos os transes dessa secreta odisseia tecida à volta de uma enigma: o fabuloso tesouro dos Templários estaria sepultado numa cripta secreta do Castelo ?

Com a convicção dos iluminados, Roger Lhomoy não duvida de que as suas investigações sejam frutuosas. Mas por todos os lados espreitam-no os perigos de uma tradição esotérica com quarenta séculos de história que permanece estranhamente viva nos subterrâneos do mundo actual. Mas a aventura terá um desfecho vitorioso. Na pista das investigações relatadas neste livro, André Malraux confia à arqueologia oficial a missão de levar a cabo as escavações iniciadas pelo guarda do castelo. Os resultados são decepcionantes. Até que... num dia de Maio de 1970, dois pedreiros espanhóis que abriam uma vala para colocar uma canalização, vêm surgir diante dos seus olhos uma grande ânfora de bronze da qual jorra uma chuva de peças de prata da época em que os Templários eram senhores do Castelo de Gisors. Esta sensacional descoberta, que é posterior à publicação deste livro vem silenciar o cepticismo daqueles que o leram com se de romanesca arqueologia se tratasse. Mas o romance transforma-se em vida..."/b>


Do ÍNDICE:
I PARTE
'O VELHO HOMEM E A TERRA'
- Um exorcista no estábulo
- Um jardineiro muito tranquilo
- A fabulosa cripta
- Abaixo os vencedores !
- Dois mecenas e uma toupeira
- Um automóvel, um labirinto... e um telefonema

II PARTE
'A DUPLA VIDA DOS TEMPLÁRIOS'
- Nove cavaleiros guardavam um campo...
- A espada e o xadrez
- A quebra
- A cornucópia
- A queda
- O processo
- A sombra de uma dúvida
- Genealogia dos Deuses
- E sobre esta pedra...
- Os maravilhosos segredos de Mestre Roncelin
- Baphomet
- A herança
- O vaudeville (canção popular)
- E o tesouro ?

III PARTE
O ENIGMA DE GISORS
- Afinidades antecipadas
- Os construtores
- Os amantes da Rainha Branca
- O Castelo dos três carros
- Ísis
- Tu estás escondida no Vexin...
- E finalmente as provas

ANEXO 1 - Ponto de vista de uma hermetista
ANEXO 2 - Cronologia
Bibliografia



Preço: 25,00€;